segunda-feira, 26 de abril de 2010

Protestos no Japão contra o “Park Nike"






[Artistas radicais, libertários, sem tetos e outros cidadãos japoneses estão em pé de guerra contra a Nike.]

Motivo: a filial asiática da marca esportiva multinacional Nike adquiriu uma extensa área pública no Parque Miyashita, bairro de Shibuya, centro de Tóquio, e pretende transformar o lugar no que eles chamam de “Park Nike”, com espaços gigantes para promover a marca e o “estilo Nike de viver”.

No entanto, a aquisição de um espaço público por uma empresa como a Nike despertou a indignação entre alguns moradores do bairro, de ativistas e de diversos cidadãos. Um movimento chamado “Coalizão para a Proteção do Parque Miyashita e Contra o Projeto da Nike” foi criado e cresce a cada dia. Há meses os ativistas estão protestando contra a compra da área e os projetos desta poderosa empresa do mundo esportivo. As manifestações até agora têm sido um sucesso resultando no adiamento da construção do "Park Nike", inicialmente prevista para setembro de 2009.

“Este é um lugar para viver, brincar, sem exclusão, sem discriminação, sem violência... Nós nunca aceitaremos que a Nike utilize o parque para os seus negócios, esta é uma área pública!”, diz um ativista, explicando que a Nike iria iniciar as obras na primeira semana de abril, mas desde meados de março vários artistas e ativistas ocuparam e permanecem no Parque Miyashita executando diversas atividades como exposições, simpósios, apresentações musicais, mostra de cinema, workshop, piqueniques e cafés.

Outro ativista narra que o plano de renovação do Parque Miyashita pela Nike significa que o lugar será convertido para entusiastas de esportes, num espaço comercial para o lucro de uma empresa. “Hoje o parque é um espaço público onde diversas pessoas o utilizam livremente e ativamente. As pessoas não pagam nada para entrar ali, mas com o projeto da Nike será diferente, as pessoas terão que pagar como um serviço. Isto vai certamente ter um impacto negativo na sociedade em geral e, também, a maneira pela qual as pessoas se reúnem”, conta ele.

Por muitos anos, o Parque Miyashita foi conhecido como um espaço onde vários grupos de cidadãos “alternativos” organizam encontros, ou como ponto de partida e final de marchas e eventos locais. Além disso, ele ficou conhecido como um lugar de abrigo, onde muitas pessoas forçadas a viver nas ruas podem ficar. Este plano da Nike seria, sem dúvida, privar os grupos e indivíduos de um espaço para a liberdade de expressão, e para suas vidas diárias.

Este projeto foi forjado com a Nike na calada da noite pelo prefeito da cidade e outros políticos, sem nenhuma consultar popular ou material disponibilizado aos moradores da região de Shibuya.

A Nike adquiriu do poder público municipal os direitos sobre o parque em agosto de 2009, por 150 milhões de ienes, que serão pagos ao longo dos próximos cinco anos. Em contrapartida a empresa calcula que investirá cerca de 450 milhões de ienes para a renovação do parque, com a construção de equipamentos de lazer, pistas de skate, entre outras coisas.

É difícil encontrar informações atualizadas sobre a luta em inglês, mas há uma série de sítios em japonês com toneladas de fotos de protestos e intervenções culturais.

Documentário de quatro minutos sobre a luta pode ser visto aqui, com legendas em inglês:

› http://www.youtube.com/watch?v=DRo6Hedpeew&feature=player_embedded

Página da Coalizão para a Proteção do Parque Miyashita e Contra o Projeto da Nike:

› http://minnanokouenn.blogspot.com/

O principal site de protestos com diversas fotos e vídeos:

› http://airmiyashitapark.info/wordpress/

Páginas com várias imagens de intervenções artísticas:

› http://brandonshigeta.com/blog/2010/03/23/nike-skate-art-park/

› http://radical-knitters.blogspot.com/

Vídeo de uma animada passeata no centro de Tóquio:

› http://www.youtube.com/watch?v=NQFc1G0Fm9Q

Vídeo de uma performance hilária em frente de uma loja da Nike em Tóquio:

› http://www.youtube.com/watch?v=l5fA-99xQDE&feature=related

Campanha japonesa de boicote a Nike:

› http://nikeboycotte.blogspot.com/

agência de notícias anarquistas-ana

A serra em chuva
Sob o sol poente –
Como não agradecer?

Paulo Franchetti

domingo, 25 de abril de 2010

A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL DA UNESCO

PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA !!!! especialmente para OS JOVENS
Já está disponível na Internet, através do sítio www.wdl.org É uma notícia QUE NÃO SÓ VALE A PENA REENVIAR MAS SIM É UM DEVER ÉTICO, FAZÊ-LO!!

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.
Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou ontem em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.
A BDM não oferecerá documentos correntes , a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".


Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do MeninoJesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia

.

Fácil de navegar
Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. . Os documentos foram escaneados e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS
A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acessa ao sítio global
Embora seja apresentado oficialmente hoje na sede da UNESCO , em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio www.wdl.org .
O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade dese registarem
Quando a gente faz clique sobre o endereço www.wdl.org , tem a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo,espanhol e português). Os documentos, por sua parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.


Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C..

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo áudio-visual. Este projecto tampouco é um simples compêndio de história em linha: é a possibilidade de aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar sem preço, inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer.


link: http://www.wdl.org/pt/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nós, indígenas do Xingu, não queremos Belo Monte

Autor(es): Cacique Bet Kamati Kayapó, Cacique Raoni Kayapó e Yakareti Juruna
Valor Econômico - 20/04/2010

Nós, indígenas do Xingu, estamos aqui brigando pelo nosso povo, pelas nossas terras, mas lutamos também pelo futuro do mundo
O presidente Lula disse na semana passada que ele se preocupa com os índios e com a Amazônia, e que não quer ONGs internacionais falando contra Belo Monte. Nós não somos ONGs internacionais.

Nós, 62 lideranças indígenas das aldeias Bacajá, Mrotidjam, Kararaô, Terra-Wanga, Boa Vista Km 17, Tukamã, Kapoto, Moikarako, Aykre, Kiketrum, Potikro, Tukaia, Mentutire, Omekrankum, Cakamkubem e Pokaimone, já sofremos muitas invasões e ameaças. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, nós índios já estávamos aqui e muitos morreram e perderam enormes territórios, perdemos muitos dos direitos que tínhamos, muitos perderam parte de suas culturas e outros povos sumiram completamente. Nosso açougue é o mato, nosso mercado é o rio. Não queremos mais que mexam nos rios do Xingu e nem ameacem mais nossas aldeias e nossas crianças, que vão crescer com nossa cultura.

Não aceitamos a hidrelétrica de Belo Monte porque entendemos que a usina só vai trazer mais destruição para nossa região. Não estamos pensando só no local onde querem construir a barragem, mas em toda a destruição que a barragem pode trazer no futuro: mais empresas, mais fazendas, mais invasões de terra, mais conflitos e mais barragem depois. Do jeito que o homem branco está fazendo, tudo será destruído muito rápido. Nós perguntamos: o que mais o governo quer? Pra que mais energia com tanta destruição?

Já fizemos muitas reuniões e grandes encontros contra Belo Monte, como em 1989 e 2008 em Altamira-PA, e em 2009 na Aldeia Piaraçu, nas quais muitas das lideranças daqui estiveram presentes. Já falamos pessoalmente para o presidente Lula que não queremos essa barragem, e ele nos prometeu que essa usina não seria enfiada goela abaixo. Já falamos também com a Eletronorte e Eletrobrás, com a Funai e com o Ibama. Já alertamos o governo que se essa barragem acontecer, vai ter guerra. O Governo não entendeu nosso recado e desafiou os povos indígenas de novo, falando que vai construir a barragem de qualquer jeito. Quando o presidente Lula fala isso, mostra que pouco está se importando com o que os povos indígenas falam, e que não conhece os nossos direitos. Um exemplo dessa falta de respeito é marcar o leilão de Belo Monte na semana dos povos indígenas.

Por isso nós, povos indígenas da região do Xingu, convidamos de novo o James Cameron e sua equipe, representantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre (como o movimento de mulheres, ISA e CIMI, Amazon Watch e outras organizações). Queremos que nos ajudem a levar o nosso recado para o mundo inteiro e para os brasileiros, que ainda não conhecem e que não sabem o que está acontecendo no Xingu. Fizemos esse convite porque vemos que tem gente de muitos lugares do Brasil e estrangeiros que querem ajudar a proteger os povos indígenas e os territórios de nossos povos. Essas pessoas são muito bem-vindas entre nós.
Nós estamos aqui brigando pelo nosso povo, pelas nossas terras, pelas nossas florestas, pelos nossos rios, pelos nossos filhos e em honra aos nossos antepassados. Lutamos também pelo futuro do mundo, pois sabemos que essas florestas trazem benefícios não só para os índios, mas para o povo do Brasil e do mundo inteiro. Sabemos também que sem essas florestas, muitos povos irão sofrer muito mais, pois já estão sofrendo com o que já foi destruído até agora. Pois tudo está ligado, como o sangue que une uma família.

O mundo tem que saber o que está acontecendo aqui, perceber que destruindo as florestas e povos indígenas, estarão destruindo o mundo inteiro. Por isso não queremos Belo Monte. Belo Monte representa a destruição de nosso povo.
Para encerrar, dizemos que estamos prontos, fortes, duros para lutar, e lembramos de um pedaço de uma carta que um parente indígena americano falou para o presidente deles muito tempo atrás: " Só quando o homem branco destruir a floresta, matar todos os peixes, matar todos os animais e acabar com todos os rios, é que vão perceber que ninguém come dinheiro " .

quinta-feira, 15 de abril de 2010

II SEMINÁRIO DE ESTUDOS CRÍTICOS SOBRE EDUCAÇÃO

Saudações a todos!



O Jornal Brado Informativo, o Centro Acadêmico de Pedagogia do Ibilce

e o Grupo de Estudos Filosofia da Práxis,

tem a honra de convidar a todos para:



“II SEMINÁRIO DE ESTUDOS CRÍTICOS SOBRE EDUCAÇÃO”

Que terá como tema central:

“A situação dos professores na sociedade capitalista:

desafios, obrigações, limites e perspectivas”

Será realizado de 18 a 22 de maio de 2010

No Auditório “C” do IBILCE – UNESP de São José do Rio Preto/SP/Brasil



Informações e inscrições:

(Lembrando que as inscrições são para quem precisa de certificado de participação.

A entrada é aberta a toda população)



educritica@ig.com.br

www.bradoinformativo.blogspot.com

http://www.eventos.ibilce.unesp.br/secse/





(Abaixo cronograma completo do seminário)



I – Programação

II – Inscrição

III - Envio de resumos

IV – Certificado de Carga Horária

V – Sorteios

VI – Feira de Livros novos e usados



I – Programação



Terça, 18 de maio



18h30 às 20h Credenciamento

19h30h às 20h15 – Apresentação Grupo de Teatro Brado

Espetáculo: “Aos que virão depois de nós: é chegada a hora de tomar partido”

Adaptação de poemas de Bertolt Brecht e da obra Jesus Homem de Plínio Marcos

20h15 às 21h - Cerimônia de Abertura

Marcos Rodrigues, editor Jornal Brado Informativo

21h às 23h Conferência: “Privatização do Ensino e Proletarização dos Professores”

Prof Gilberto de Souza, membro do Instituto Latino Americano de Estudos Sócio-Econômicos/Professor rede estadual de Bauru/Conlutas



Quarta, 19 de maio

14h às 17h Mini Curso: “Classes sociais e Movimento: um debate sobre os novos movimentos sociais e a ideologia do fim das classes antagônicas no sistema capitalista”

Prof Ms. Jean Menezes, Unilago, Rio Preto

19h30 às 23h – Mesa Redonda: “Educação, Alienação e Desvalorização do Professor”

Prof Dr Valmir Pereira, FJB/José Bonifácio

Prof. Dr Antonio Rodrigues Belon, UFMS/MS, militante sindical/ANDES

Prof Dr José Luiz Vieira de Almeida, Unesp/Rio Preto



Quinta, 20 de maio

14h às 17h – Mini Curso: “A Mediação Dialética no Processo Escolar”

Profª Drª Maria Elisa Brefere Arnoni, Unesp/Rio Preto

19h30 às 23h – Mesa Redonda: “Formação de Professores”

Prof. Dr Edilson Moreira de Oliveira,Unesp/Rio Preto

Profª Drª Sueli Guadalupe de Lima Mendonça, Unesp/Marília



Sexta, dia 21 de maio

14h às 17h – Mini Curso: “Produção Artística no Capitalismo e Emancipação Humana”

Fabio Nunes, Filosofia Unesp/Marília

19h30 às 23h – Palestra I: “A Universalização do Ensino Superior em Cuba”

Profª Drª Maria do Carmo Luiz Caldas Leite, Unisantos, Santos, Presidente da Associação dos Educadores Latino-Americanos e profª da rede pública estadual

Palestra II: “Organização e Mobilização dos Trabalhadores”

Luis Carlos Prates (Mancha), Secretário Nacional da Conlutas



Sábado, dia 22 de maio

8h às 8h30 – Informações e encaminhamento as respectivas salas.

8h30 às 12h

Apresentação de Trabalhos Científicos

(As salas para apresentação dos trabalhos serão divulgadas no site na porta do auditório C)



II – Inscrições



Pessoalmente:

No saguão de entrada do IBILCE de segunda a sexta feira das 17h às 19h20.



Por email: (educritica@ig.com.br)



Enviando os seguintes dados:



Comprovante de depósito bancário referente a taxa de inscrição (ou a imagem escaneada com o nome do depositante, ou as informações do depósito) junto com:

Nome Completo

RG

Graduação

Instituição que pertence

Fones para contato

Emails

Se é aluno, professor ou outro

Se pretende ou não apresentar trabalho

(caso for apresentar trabalho, enviá-lo junto com estes dados)



Todos este dados são imprescindível para confirmar a inscrição.



Taxa de Inscrição:



Até dia 17 de maio de 2010

Graduando e alunos da pós: R$15,00

Professores e demais profissionais: R$20,00



No primeiro dia do evento, ou seja, dia 18/05:



Alunos: R$20,00

Professores e demais profissionais: R$25,00



III – Envio de resumos:



Acessar: www.bradoinformativo.blogspot.com



Neste blog estão TODAS as informações necessárias sobre as normas para envio de resumos.



Observação importante:

Não serem aceitos resumos que não vierem com o comprovante de pagamento da taxa de inscrição anexado.



Eixos temáticos:



- Socialismo e Educação;

- Organização e Militância dos Educadores;

- Formação de Professores;

- Marxismo, História e Educação;

- Educação e Luta de Classes;

- Arte e Emancipação Humana;

- Políticas Públicas e Serviço Social.



Enviar os dados e o resumo para:



educritica@ig.com.br



IV – Certificados



- Todos devem se inscrever?

- Não.

- Somente quem necessita de Certificado de participação de carga horária.



Os certificados serão entregues na sexta feira, dia 21 de maio, a partir das 22h30.



Certificado de Carga Horária: 45 hrs



Importante: É necessário ter no mínimo 70% de freqüência para ter direito ao certificado de 45 hrs. Não nos interessa distribuir certificados. Nossa meta é que as pessoas assistam às palestras, mini cursos e participem dos debates. Informe-se na hora da inscrição.



V – Sorteios



Ao final dos mini cursos (quarta/quinta/sexta), haverá sorteio de livros entre o público que estiver assistindo.



VI – Feira de Livros



Haverá uma feirinha de livros novos e usados durante o evento com parte da renda destinada aos projetos e a manutenção do “Centro Cultural Brado”.



______________________________



Ainda em tempo:



Muito obrigado pela atenção e lembramos que o seminário é aberto a toda a população. As inscrições são para as pessoas que precisam de certificado de participação.



Se você é professor, aluno ou trabalhador de outras áreas, não deixe de participar. As discussões são de interesse geral de toda a população.



A sua participação é muito importante. Organizamos este seminário justamente para que o conhecimento não fique enjaulado dentro das universidades. O conhecimento historicamente acumulado é um patrimônio da humanidade e não de uma classe parasita que faz de tudo para que este conhecimento não seja difundido.



Chega de ser espectador da sua própria história! Participe!



Cordialmente,



Marcos Rodrigues

Editor Brado Informativo

A máscara “pós-Lula” do anti-Lula José Serra

Era o que faltava: agora o tucano José Serra, pré-candidato da oposição neoliberal e conservadora à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenta vender a imagem de “pós-Lula”, em lugar do anti-Lula que sempre foi.

É um recurso de campanha que não engana e que, nas entrelinhas, revela a intenção de apresentar-se ao eleitor como uma espécie de continuidade modificada do projeto político que, sob a liderança do presidente Lula, governa o país com êxito desde 2003.

A opção retórica de José Serra deve ser atribuída ao verdadeiro “Himalaia” que é a enorme popularidade do presidente e de seu governo. Bater de frente com essa disposição da opinião pública seria um erro fatal e Serra tenta fugir desse enfrentamento saindo pela lateral e adotando o prefixo “pós”.

Mas o que esta opção significa, o que esconde? Quando insinua que em 2011 poderá se abrir uma era “pós-Lula”, Serra manifesta disposição semelhante à de Fernando Henrique Cardoso quando defendeu, no discurso de posse do primeiro mandato, em 1995, a superação da era Vargas. Na época, ele foi mais direto do que Serra, hoje, em relação a Lula. O argumento é o mesmo: são políticas que, em sua opinião, precisam ser deixadas para trás – só se ultrapassa, como indica o prefixo “pós”, aquilo que já está superado e já cumpriu o seu papel.

Esta é a afirmação que o “pós-Lula” de Serra esconde: que o projeto de Lula estaria superado e precisaria, do ponto de vista tucano e neoliberal, ser substituído por outro. Qual projeto? Serra diz que o Brasil não tem donos – esquece que tem: o povo brasileiro -, diz que não vai estimular disputas de pobres contra ricos nem vai dividir o Brasil. Que os problemas nacionais não serão resolvidos com “demagogia”, mas com “ética”, “honestidade” e “coerência”.

As palavras chave, neste ponto do discurso que pronunciou no lançamento de sua pré-candidatura, no sábado, são “demagogia” e “coerência”. A coerência com o projeto neoliberal exige mais privatizações, redução dos gastos do governo, garantia dos interesses do grande capital financeiro e uma política externa alinhada com os interesses dos EUA e outras potências imperialistas. Basta lembrar todas as críticas tucanas contra o governo desde 2003. O Bolsa Família foi acusado de “demagógico”, a pressão pela privatização do pré-sal foi intensa, as denúncias de “gastança” contra o governo foram permanentes, a condenação da política externa soberana (que defende la integração da América do Sul e busca novos parceiros mundo afora, fortalecendo o comércio exterior brasileiro) foi constante. Estes são apenas alguns pontos do programa antipopular e antinacional das forças do arcaísmo organizadas em torno da pré-candidatura de José Serra.

Mas ele não pode confessar que vai mudar esse rumo e voltar ao mesmo programa neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, em cujo governo o ex-governador paulista foi um caciques destacado.

A opção de apresentar Serra como “pós-Lula” talvez seja a prova mais candente do impasse da oposição tucana e neoliberal e sua falta de discurso. É uma tentativa ardilosa de fugir da avaliação popular do programa que aplicaram quando estiveram no governo federal e nos governos estaduais (como o próprio Serra, cujo governo em São Paulo foi marcado pela privatização de serviços sociais, como a saúde e o transporte, e pelo tratamento dos movimentos sociais na ponta do chicote).

Terão dificuldades em conseguir escapar ao caráter plebliscitário da eleição de outubro. Já tentaram uma “terceira via” com o nome da ambientalista Marina Silva, sem ressonância na opinião pública. Insistiram na comparação entre os currículos dos dois pré-candidatos principais (Dilma Rousseff e José Serra). O que vai se desenhando, entretanto, é a comparação entre os governos FHC e Lula; é a avaliação dos programas aplicados por eles.

É uma situação desconfortável para a oposição neoliberal. Como disfarçar um programa antinacional e anti-popular que está à vista de todos e cuja experiência nefasta foi feita durante os longos oito anos neoliberais de FHC? Os trabalhadores, os empresários, o povo mais pobre, conheceram nas graves dificuldades que enfrentaram os defeitos daquele programa que favoreceu somente aos muito ricos, aos detentores do capital financeiro.

Esta percepção da diferença profunda entre os dois Brasis – o estagnado de FHC e o dinâmico e vibrante de Lula – fundamenta a opção pelo continuísmo do atual projeto que governa o país e da necessidade de avançar nas mudanças. É esta percepção que leva Serra e os tucanos a usar a máscara do “pós-Lula”. Não enganam ninguém: o Brasil quer o “pró-Lula”, um projeto que tem nome e sobrenome: Dilma Rousseff.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Alberto Goldman, novo governador de São Paulo: o que faltou no perfil

Alberto Goldman (PSDB-SP) recebeu dinheiro da Editora Abril, que edita a Revista VEJA

Com o título “Um velho comunista no comando de São Paulo”, o Estadão deste domingo (4/4) estampa:

“O ex-comunista Alberto Goldman (PSDB), de 72 anos, assume o governo de São Paulo com a intenção de não cometer erros, para ajudar a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência. “Tudo que for feito corretamente vai reverter em benefício dele”, afirmou a Christiane Samarco e Julia Duailibi. Ele pretende imprimir um estilo de governo diverso do de Serra, a começar pela pontualidade. “Sou pontual doentiamente. Deve ser uma doença, algo que eu mesmo não me dou conta”, disse Goldman.” (OESP, pág. 1, Nacional e pág. A8)

A VEJA São Paulo oferece ao leitor a visão de um homem tradicional, refinado (leia aqui):

“Goldman acorda sem despertador às 5h30, joga basquete três vezes por semana, é apaixonado por piano, odeia o Twitter e deixa jujubas sobre a mesa do gabinete (…) 72 anos, oferece à pequena plateia três opções de degustação de um erudito cardápio. Pergunta se alguém quer ouvir Liszt, referindo-se ao húngaro Franz Liszt (1811-1886), virtuose e compositor cujo nome estampa ao menos duas brochuras de partituras acumuladas ao lado do piano. Sem dar tempo para a resposta, lança então ao diminuto público algo mais “popular”: Frédéric Chopin (1810-1849), com quem compartilha a origem polonesa (…)” (VEJA SP, Edição-2159)

E quem é Alberto Goldman (foto)? Ex-comunista? Admirador de música clássica? Classificaríamos de outro modo:

“Dados do TSE mostram que Editora Abril, proprietária da Veja, financiou campanhas de candidatos tucanos em SP, entre elas, a de Alberto Goldman. Nada ilegal, mas não custa avisar ao leitor. Ajuda a entender a linha editorial. E o que tudo isso tem a ver com Marcos Valério?

As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram obtidas pelo gabinete do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR). A Editora Abril S/A, proprietária da revista Veja, entre outras publicações, doou, nas eleições de 2002, R$ 80,7 mil a dois candidatos do PSDB e a um candidato do PPS. O deputado federal Alberto Goldman (PSDB-SP) recebeu doações de R$ 34,9 mil da editora naquele ano.

O deputado federal licenciado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, recebeu uma quantia mais modesta, R$ 15,8 mil. Ferreira é hoje secretário de governo do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB). Já o candidato Emerson Kapaz (PPS-SP), que já exerceu mandatos pelo PSDB antes de trocar de partido, recebeu R$ 30 mil. Segundo a assessoria do deputado Dr. Rosinha, essas foram as únicas doações a políticos feitas pela Editora Abril em 2002.” (Revista NOVAE, original aqui)

Agora, o mais interessante:

“A Editora Abril também foi identificada como responsável por um depósito de R$ 303 mil reais em uma conta da DNA Propaganda, empresa de Marcos Valério, segundo dados obtidos pela CPI dos Correios e divulgados pela mídia. Os integrantes da CPI também identificaram dois depósitos da TV Globo, somando R$ 3,6 milhões, e dois da Globosat, somando R$ 180 mil. Segundo a assessoria da DNA, nestes dois últimos casos, os depósitos correspondem ao pagamento de comissões e bônus pela veiculação de publicidade em emissoras de televisão aberta e a cabo. Em princípio, também não há nada de ilegal nisso. Mas será interessante ver qual será o tom da cobertura destes veículos sobre tais depósitos. Merecerão manchetes e destaques de capa?

(…) Nenhuma linha sobre o depósito de R$ 303 mil reais feito pela Editora Abril na conta de uma das empresas de Valério. Em nota oficial, não publicada pelo site de Veja na tarde de quarta, o Grupo Abril afirma que “mantém relacionamento comercial com a grande maioria das agências de publicidade do país e que pagamentos de comissões em nome de agências fazem parte das práticas normais da atividade”. De fato, fazem parte, mas a discrição e o silêncio no site da revista são duas características estranhas à linha editorial da publicação quando se trata de alguma denúncia contra qualquer coisa que tenha “cheiro de esquerda”. Neste caso, qualquer denúncia ganha destaque imediato.”

Você acha que acabou, né? Não. Há mais sobre o novo Governador de São Paulo, Alberto Goldman:

“Além de ter relatado a Lei Geral de Telecomunicações durante o governo FHC, Goldman também presidiu a comissão que tratou da flexibilização do monopólio do petróleo. O principal beneficiado pelas doações da Editora Abril foi ainda ministro dos Transportes, quando deu início ao processo de privatização das rodovias e portos brasileiros”, informa material produzido pela assessoria do parlamentar. E vai mais além. “Uma das maiores editoras do Brasil, a Abril possuía um endividamento líquido, em 2002, de R$ 699,5 milhões. Em julho de 2004, fundos de investimento em empresas de capital privado da Capital International Inc. associaram-se ao grupo Abril, beneficiando-se da Lei Geral de Telecomunicações, relatada por Goldman”.

(…) essa negociação permitiu à editora um aumento de capital de R$ 150 milhões – parte desse valor teria sido utilizada no abatimento da dívida. “O negócio corresponde a 13,8% do capital da Abril. A dívida atual da editora chega a R$ 485,9 milhões”, acrescenta, concluindo: “Como se vê, mesmo endividada, a empresa não deixou de contribuir com campanhas tucanas. Onde fica o princípio de imparcialidade e a independência jornalística dos veículos ligados à editora?”, questionou o parlamentar [Dr. Rosinha].

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Emir Sader: quem acredita na FSP (Força Serra Presidente) ? Participe da campanha “A Folha (*) mente”


A FSP gosta do que foge: da presidência da UNE, da prefeitura e do Governo de São Paulo

27/03/2010

Quem acredita na FSP (Força Serra Presidente)?
Menos de duas semanas depois de ter que se render às inquestionáveis tendências de subida da candidatura da Dilma e de estagnação e até mesmo descenso da de Serra, a FSP (Forca Serra Presidente) se apressou em fazer uma nova pesquisa, que nem esperou a tradicional divulgação de domingo, saindo no sábado.
Sem que nenhum fato político pudesse explicar, fizeram o que se imaginaria que um adepto da campanha serrista faria: levantar o animo depressivo da campanha opositora, tentando evitar o anti clímax do lançamento no dia 10 de abril da candidatura do Serra.
A manipulação – que já havia estado presente na não qualificação de empate técnico na diferença de 4 pontos – agora se revela abertamente. A FSP (Forca Serra Presidente) faz parte da direção da campanha do Serra e qualquer divulgação de pesquisa tem que ser caracterizado como manobra da campanha opositora.
Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), depois de tudo que tem feito, desesperadamente, particularmente nestes últimos tempos, em que tiveram que abandonar a postura de aparente segurança na vitoria do seu colunista, o atual governador de São Paulo (ex presidente da UNE e ex prefeito de Sáo Paulo, ambos cargos abandonados por ele sem concluir o mandato), para se jogar, já sem nenhum escrúpulo, na campanha serrista?
Quem acredita no jornal que emprestou seus carros para dar cobertura à repressão da ditadura militar? Quem acredito no jornal que anunciou que haveria dezenas de milhões de vitimas da gripe suína no Brasil? Quem acredita no jornal que divulgou ficha falsa da Dilma? Quem acredita no jornal que publicou na primeira pagina artigo de suposto psicanalista acusando o governo de ter assassinado (sic) a mais de cem pessoas no acidente da TAM em Congonhas?
Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), dirigida pelo filho do proprietário e não por nenhum tipo de eleição publica e democrática? Quem acredita em quem dirige o jornal porque é Frias Filho, filho do dono e não por algum tipo de mérito próprio que pudesse ter?
Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente) se o candidato que apóiam é colunista permanente do jornal, circula pela redação como se fosse sua casa, indica jornalistas vinculados a ele para cargos do jornal – como a diretora da redação de Brasilia, colunista da página 2, indicada por ele, conforme declaração de membro do Comite Editorial do jornal?
Como acreditar na FSP (Forca Serra Presidente) se se transformou no Diario Oficial Tucano (DOT), partido da direita brasileira, que dirigiu catastroficamente o país durante 8 anos – tendo mudado a Constituicao durante seu mandato para se beneficiar, com a compra de votos de parlamentares -, com todo o apoio desse jornaleco da Barão de Limeira?
Quem ainda acredita na FSP (Forca Serra Presidente)? Como se fez campanha no Chile, com Allende, contra o correspondente dessa imprensa no Chile, com o lema EL MERCURIO MIENTE, aqui devemos espalhar por todas partes, sobre a FSP (Forca Serra Presidente) e sobre seus congêneres, plásticos e toda forma de divulgação com o lema:

A FOLHA MENTE

O GLOBOMENTE

A VEJA MENTE

O ESTADAO MENTE.

Porque A DIREITA MENTE.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Em tempo: e o editorial da FSP (Força Serra Presidente) de hoje ? Elogiar o governo do Supremo ex-Presidente do Supremo. Nem o Estadão foi capaz de tanto disparate